Holofote

Lua egoísta
Inflada de orgulho
Sabe do quanto é bela
E quer brilhar sozinha

Nem precisa de holofotes:
É o próprio holofote

Apaga todas as estrelas do céu,
Envolve-se nas cortinas de veludo negro
Do palco deste mundo

Lá de cima, deliciada,
Ri-se do quão pequenos somos

(Enquanto nós, tolos iludidos,
Segredamos-lhe em vão
Nossos sonhos apaixonados)