Poesia banal

Há um gato no beiral da janela
E um cachorro ao pé da porta
Ambos sonolentos no abandono da vida
E da casa abandonada
A tarde em igual modorra
Sobre o telhado de poucas telhas
Sobre a cidade de pouca gente

Talvez chova. Talvez não.
Eu trouxe a sombrinha;
Sigo a pé.