Vestígios meus

Pus-me a olhar as estrelas...

Não as estrelas do céu
Mas as estrelas do teto
Que brilhavam no escuro
Quando eu era pequenina
E que depois foram cobertas
Com várias camadas de tinta
E que hoje têm só o relevo
Evitando que sejam extintas
Extinguindo também meu sono
Na lembrança que não finda

7 comentários:

  1. Está lindo, como sempre! ♥ Você devia publicar um livro, sério. ♥ ♥ ♥
    Eu já tive essas estrelinhas, mas mudei de casa, agora não tenho mais. Elas também vinham acompanhadas de uns dois planetas. Eu sempre ficava acordada, pensando, já que nunca tive um sono muito bom. ♦

    agataluz.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Devia mesmo, Lari! Publicar um livro, digo. Estou junto com a Ágata nessa. E aposto que encontrar editora vai ser uma disputa, de tanta gente que vai te querer como autora. ♥

      Excluir
  2. Toda vez que aqui venho, trago comigo uma colher, desta forma degusto devagarinho suas escritas, escritas as quais outrora nos faz voltar milhas e milhas de anos luz para nos encontrar num passado onde tudo era pura simplicidade, até a forma de escrever e de conversar....
    Amei o texto!
    Bj de carinho em seu meigo coraçãozinho poeta

    ResponderExcluir
  3. E parece que vocês cresceram juntas, tu e a poesia, lapidando estrelas.
    Gostei muito, tu sabe ser delicada com o mundo.
    Obrigado e um abraço.

    ResponderExcluir
  4. E, no final das contas, por mais que soe errado, sim, tudo passa, exceto o passado.
    GK

    ResponderExcluir
  5. ahhh a infância...
    saudades imensas dela
    bju Lari

    http://karinapinheiro.com.br/medo/

    ResponderExcluir
  6. E nos teus versos enxerguei a mais pura das lembranças de infância. Lindo, lindo, lindo...

    ResponderExcluir