Canções de mudez


Sua ausência se fez tão presente que,
com o tempo,
nos tornamos íntimas.

Já deixo que ela me abrace
com sua falta de braços,
deixo que me conte
casos de passado,
deixo que me cante
canções de mudez...

... até que eu durma.

(Ela, é claro, não dorme.)

16 comentários:

  1. Sobre silêncios que não são constrangedores. Sobre se encontrar em um abraço. Sobre ser simples.
    Que flores lindas *-*

    Um abraço.

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  2. Larissa, você pode realmente escrever um livro e me enviar um de brinde tá? Que combinação de versos mais amável *-*
    Fotos lindas.
    Beijos.

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    1. Hahaha, pode deixar ♥ ♥ ♥

      Muito obrigada! Beijos!

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  3. Toda a delicadeza das palavras casando com perfeição com as fotos.^^

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  4. A ausência não dorme nem morre, vive com nossas confissões que as vezes se tornam saudades. Mais que lindo teu poema faz a gente pensa na condição da vida e o fugaz.
    Saudações!
    Uma boa semana.

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    1. Concordo com você, ausências são persistentes...

      Muito grata! Uma semana maravilhosa para você!

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  5. Poxa, quase chorei. Sinto a mesma coisa ao ler. :(

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  6. Não raro é de alguém ausente a presença que mais se sente.
    GK

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  7. Seus versos sempre falando muito e representando muito com "apenas" algumas palavras e sentimentos.
    Que florzinha linda, faz tempo que não vejo dessas.

    Beijos!

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    1. Também a acho linda! A natureza toda é...

      Obrigada! Beijos e boa semana :)

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  8. Nunca vi dedos mais carinhosos e bonitos, o demais da foto são teus dedos... ah e tinham flores que semeiam o encantamento dos dedos mágicos que escrevem e fazem fotografias da vida que cicia ao teu redor... tu é um blues sem musica.
    beijo em tuas mãos, minha alegria

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