Fantasista


De manhã, o susto:
uma fada morta sobre o criado-mudo.
Vinda de qual tempo?
Vinda de qual mundo?

É em vão que pergunto...
Nenhuma resposta do criado-mudo.
Se dissesse qualquer coisa,
diria que durmo;
que é do sono que vêm os absurdos;
que a fada era um sonho vívido,
e agora, um sonho defunto.