Sola


Talvez a poeira no meu sapato
já foi a poeira no seu sapato.
Talvez já foi até sua pele,
impregnando meus caminhos
como uma lembrança baça de outrora
— de quando havia mais que o pó.
É pensando sobre isso
que percebo que não quero pensar nisso;
deixo os sapatos fora de casa.

12 comentários:

  1. Me lembro um velho ditado que minha vó dizia que a mãe dela contava para os filhos, de que não é bom entrar em casa com sapato que pisou na rua porque traz energia ruim.

    Quantas aleatoriedades não se passam na nossa cabeça e nós não queremos pensá-las?

    Com carinho,
    Conto Paulistano.

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    1. Não é, Sel? Metaforicamente ou não, deixar os sapatos fora de casa é um bom hábito 😉

      Abraços! E uma semana linda para você!

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    1. ... e ao pó voltaremos.

      Abraços, Lari! Obrigada pela visita 😘

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  3. poesia meteórica, com a poeira universal que construiu e constrói cada parte de nós. Adorei essa grandeza de pensamento poético.
    Saudações!
    Boa semana.

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    1. Obrigada, Carlos!

      Saudações! Tudo de bom para você!

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  4. Oi Larissa, é pensando sobre um monte de coisa que a gente percebe que não quer pensar sobre um monte de coisa!
    Gostei dos versos!

    Beijos!

    cotidiano-alternativo.blogspot.com.br

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    1. Fico feliz que tenha gostado, Fer 😊

      😘😘

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  5. Saudades de estar aqui. 💘
    Quantas vezes não queremos apenas esquecer certas coisas, certas vibrações!? Hoje mesmo, digo que seria muito bom nem ter saído de casa com meus sapatos.

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    1. Saudades de vê-lo por aqui 😍

      Dias há que são assim mesmo. Ao menos, passam...

      😘

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