Labuta

Som metálico oscilante:
Vindo na calçada cheia
Em plena segunda-feira
O vendedor ambulante

Arrastando seu carrinho
Suando sob o sol alto
Vendendo panos de prato
Pelo intrincado caminho

Em cada pano da pilha
Um trecho de um evangelho
Versículos de guia ao velho
Na sua dura, suada trilha

12 comentários:

  1. uau! teus versos, de tão claros, me fizeram visualizar a cena, tantas vezes já avistada...

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    1. Fico feliz por saber que eles permitiram isso, Katarine 😊

      Obrigada pela visita linda! Abraços 💗

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  2. Adorei você ter escrito sobre algo comum que já avistamos várias vezes, e ter nos dado um olhar diferente por meio desses versos.
    Tenha uma ótima semana Lari ♡
    https://noitecer.blogspot.com/


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    1. Ah, muito obrigada, Geórgia 💗

      Você também, que sua semana seja cheia de encantos 😊😊

      Um abraço 😘

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  3. poesia sobre o cotidiano sempre me deixa naquele dilema: "a arte imita a vida ou a vida imita a arte?". você escreve de um jeito tão suave, tô admirada! parabéns!!
    com carinho,
    bia

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    1. Realmente um paradoxo, haha!

      Muitíssimo agradecida pela visita e pelo comentário tão gentil, Bia! Obrigada 💕😙

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  4. Encobre a pobreza do nobre a nobreza do pobre.
    GK

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    1. Penso assim também, Gugu! Seus versos, sempre perspicazes.

      Abraços e boa semana pra ti 😙

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  5. Tu sente as ruas e as ruas te seguem ... lindíssimo poema, aplaudi!

    Uma boa semana.

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    1. Gratíssima, Ney!

      Para você também 💗

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  6. Só admiração pela mulher que tu és, capaz de expressar e causar sentimentos únicos nos leitores.

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    1. Tão, tão grata por seu comentário ♡ ♡ ♡

      Obrigada demais, Lari!

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