Meu mistério e minha poesia

Então é isso. Gosto de fazer mistério sobre meus sentimentos pura e simplesmente para disfarçar a falta de mistério que há neles. A verdade é que eu venho amando apenas esses amores banais, dos quais a poesia extraída não tem profundidade. É poesia sem poesia. É mistério sem mistério. Sou eu. Só eu.


O que me prende a você

A intensidade do meu amor varia com a inconstância dos meus humores e com o desfecho dos nossos encontros. Qualquer sinal daquelas paixões avassaladoras de que tanto me falam não dura mais do que poucos segundos — segundos estes em que se concentram meus desejos mais ávidos —, para, em seguida, esvair-se como mera ilusão. Então eu caio de novo num sentimento meio morno, meio letárgico, perguntando-me o que me prende a você... E descubro ser justamente isto: a dúvida. É a dúvida que me prende a você. 



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