Sobre estes parênteses

(Estes parênteses não contêm as respostas que você me cobrou nem a explicação para as atitudes que eu não tomei. Estes parênteses estão, simplesmente, protegendo minhas palavras do lado de fora. O lado de fora me deixa preocupada... Já aqui dentro é tão seguro! Não há expectativas nem desilusões: há apenas um sentimento bom quando minha alma, nas pontas dos pés, olha por estas janelas molhadas que são meus olhos e se certifica de que você ainda está aí. Eu preciso que você esteja aí. Sua presença alimenta meus sonhos e meus sonhos sustentam este abrigo. Então, por favor: perdoe meu egoísmo e tenha paciência comigo. Não me deixe abandonada sob os escombros da minha loucura quando estas paredes desabarem. Mais cedo ou mais tarde, elas irão desabar...)



A pergunta e a resposta

Os seus olhos contra os meus
Indagando o que é que há
(“O que é que há?”)
Os meus, por sua vez, desviam
Como que envergonhados pela falta de respostas
Como que intimidados pelo excesso de perguntas
na sua única pergunta:
"O que é que há?"

Ah...
Meus olhos não têm resposta
Mas, no que desviam,
respondem.

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