Sagrado


Semiconsciente,
segura o cansaço nos braços,
ansioso por entregá-lo em sacrifício
àquele cujos passos ressoam, suaves,
por detrás de suas pálpebras,
parecendo próximos e, simultaneamente,
parecendo que se distanciam.
E há quanto é que espera?
Sete séculos? Seis segundos?
Tudo está tão sombrio...
Tudo está tão confuso...

E de repente...
De repente dorme.

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