Nado-me

Desvio-me de propósitos santos
quando a mão pega a caneta
pois a caneta é errante
e o papel, terra de ninguém.
No transe da escrita
não respondo mais por mim...
Eis que tudo são vozes de outros tempos
e outros espaços,
de eus que me foram vedados,
de Deus ante a Criação.
No transe da escrita
transgrido-me
falseio-me
recrio-me
e rio-me
enquanto a poesia
me cascata em versos,
estrofes,
poema.

No transe da escrita, banho-me.
No tudo da escrita, nado-me.

10 comentários:

  1. Oi, Larissa como vai? Que lindo poema, apesar de um pouco melancólico. De qualquer modo eu adorei a forma que usaste o "eu" lírico em cada estrofe do poema. Parabéns, seu talento é divino. Abraços!

    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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    1. Vou bem, e você?

      Obrigada! Obrigada mesmo!

      Abraços e uma ótima semana para você.

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  2. Amo que todas as vezes que apareço por aqui me deparo com palavras lindas e cheias significado. Você tem um dom. ♥
    Escritor Lunar

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    1. Que contenteza enorme ler esse comentário ♥ Muito obrigada, Guttho!

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  3. Lindo! Lindo! Lindo! ♡♡ Parabéns pelo poema!

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  4. Anônimo30/9/19

    a minha certeza de vida é que te ler, faz diferença.Eu sempre sou grato por tua existência, penso que tu faz uma boa diferença, no mundo.
    Abraço e boa semana.

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    1. Obrigada pela gentileza imensa ♥

      Abraços! Para você também!

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