Violenta emoção

A ira dos deuses irrompeu às duas e meia e foi contra um sujeito que não se amava. Ele sentiu o golpe nas entranhas e bradou aos céus, por que eu. Os deuses, mais calmos, deram de ombros: sei lá, por que ele? Foi a emoção, alguém se lembrou de dizer, essas emoções violentas têm fins violentos. Houve risos constrangidos e consenso geral, mas o que fazer com aquele homem que continuava chorando e gritando por que eu por que eu por que eu. Porque você é especial — um mensageiro, enfastiado, sussurrou-lhe ao ouvido. O homem sorriu: ah. Então tá bom.

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