A insegurança não é um prato que se come frio

[I]

A insegurança não é um prato que se come frio.
A insegurança não é um prato que se come
porque onde já se viu comerem pratos,
os dentes quebram e a garganta rasga.


[II]

(Não me importa que o prato seja metonímico
nem me interessa representar o todo pela parte
– pelo prato –
e sim imaginar, parte a parte,
o todo que é melhor evitar.)


[III]

A insegurança não é um prato.
A insegurança imaginou-se um prato,
com os vários percalços de se tornar um prato,
com o imenso risco e tédio de se viver enquanto prato,
e achou mais prático não ser prato.


[IV]

(Ainda que alguns sejam bem-sucedidos
e bem bonitos.)


[V]

A insegurança não é.

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