O resquício-fantasma


Apreciar
pelo débil instante em que vive
o poema de asas frágeis
que fulgura,
matutino,
dentre cortinas que balançam;
o poema pousado na cabeceira
arrepiado
recém-alevantado
de um travesseiro
recheado de onirismos;
o poema que cai,
fantasmático,
não se vê onde.
Um poema suposto.

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